A campanha RECONHECER nasceu para convidar mulheres a enxergarem o extraordinário que já existe.

Mas eu não imaginava que Deus usaria uma viagem, um ateliê e um farol para me mostrar exatamente essa verdade.


Às vezes a vida fala através de lugares

Cheguei ao Hotel Marlen, em Cabo Frio, no dia 29/05/2026.

No dia seguinte, 30/05/2026, eu e meu esposo fomos conhecer o Forte de Cabo Frio.

Era para ser apenas um passeio.

Mas existem lugares que nos encontram antes mesmo de nós percebermos.

Enquanto caminhava pelo Forte, conheci pela primeira vez a exposição e o ateliê do artista plástico Reinaldo Cao.

Foi ali que algo inesperado aconteceu.

Por alguns instantes, aquele espaço deixou de ser apenas uma exposição.

Parecia um espelho.

Um espelho que refletia não a minha imagem, mas algo dentro de mim que estava adormecido havia muitos anos.


Algumas lembranças não desaparecem. Elas apenas esperam.

Enquanto observava as obras, fui transportada para outra fase da minha vida.

Quando jovem, minha mãe me matriculou em um curso de estilista.

Eu tinha interesse.

Tinha curiosidade.

Tinha vontade de aprender.

Mas muitas pressões surgiram pelo caminho.

Pressões emocionais.

Inseguranças.

Palavras que deixaram marcas.

Lembro-me de ouvir do meu padrasto que eu era burra e que não valia a pena investir em mim.

Por muito tempo, talvez eu tenha acreditado nisso mais do que deveria.


A vida segue. Mas alguns sonhos ficam esperando.

Formei família cedo.

Assumi responsabilidades.

Entrei para o universo das vendas e do empreendedorismo.

Áreas pelas quais também me apaixonei profundamente.

Construí uma trajetória sólida.

Hoje sou proprietária junto com meu esposo da marca Cellaine - a arte de calçar bem

Trabalho ajudando mulheres através da moda, das vendas e do desenvolvimento de negócios.

Mas aquele sonho criativo permaneceu guardado em algum lugar dentro de mim.

Não morreu.

Apenas esperou.


O extraordinário nem sempre está naquilo que falta

Às vezes está naquilo que já existe.

Durante anos, talvez eu tenha olhado para aquilo que não vivi.

Para os caminhos interrompidos.

Para as oportunidades perdidas.

Mas naquele ateliê percebi algo diferente.

Percebi que a criatividade nunca havia me deixado.

Ela apenas encontrou outras formas de se expressar.

Nas marcas que construí.

Nas mulheres que ajudei.

Nas histórias que contei.

Nos negócios que desenvolvi.


O que a campanha RECONHECER me ensinou

Antes de reconhecer o extraordinário nas outras pessoas, precisei reconhecer o extraordinário em mim.

Reconhecer que sobrevivi.

Reconhecer que cresci.

Reconhecer que construí.

Reconhecer que me tornei uma mulher capaz.

Reconhecer que os sonhos não haviam morrido.

Apenas aguardavam o momento certo para florescer.


O reencontro

No dia 31/05/2026 retornamos ao Forte para conhecer pessoalmente o artista plástico Reinaldo Cao.

Naquele dia me matriculei em seu curso.

Não porque precisava provar algo para alguém.

Não porque queria recuperar o tempo perdido.

Mas porque finalmente me permiti voltar para buscar uma parte de mim que ficou esperando por muitos anos.


O farol

Meu primeiro desenho foi um farol.

E aquilo teve um significado muito maior do que imaginei.

Meu nome, Elaine, significa tocha de luz.

O farol existe para iluminar caminhos.

Ele não corre atrás dos barcos.

Ele não implora para ser visto.

Ele apenas permanece firme, cumprindo sua missão.

Naquele momento percebi que passei muitos anos procurando reconhecimento.

Agora estou aprendendo a reconhecer.

Reconhecer minha história.

Reconhecer meus dons.

Reconhecer minha criatividade.

Reconhecer os sonhos que Deus plantou em mim.


Talvez essa mensagem também seja para você

Quantas mulheres acreditam que perderam o tempo?

Quantas acreditam que ficaram para trás?

Quantas enterraram sonhos porque a vida pediu outras prioridades?

Casaram.

Criaram filhos.

Cuidaram da família.

Trabalharam.

Empreenderam.

Resolveram problemas.

E, aos poucos, deixaram partes de si pelo caminho.

Mas talvez o sonho não tenha acabado.

Talvez ele esteja apenas esperando você voltar para buscá-lo.

Hoje entendo que o extraordinário nem sempre é algo novo que chega.

Às vezes, o extraordinário é reencontrar algo precioso que sempre esteve dentro de nós.

Um sonho.

Um dom.

Uma paixão.

Uma parte da nossa identidade.

Porque aquilo que Deus plantou dentro de nós pode até adormecer por um tempo.

Mas nunca perde o poder de florescer.

E quando finalmente temos coragem de olhar para dentro, percebemos algo transformador:

A luz nunca se apagou.

Ela apenas esperava ser reconhecida.